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SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA
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setembro 22

APITOS DO MEDO - Ensaios sociológicos sobre a violência urbana

APITOS DO MEDO
Ensaios sociológicos sobre a violência urbana

Sebastião Fernandes Sardinha
profsardinha@gmail.com
A estridência do Apito atinge freqüências e distâncias consideráveis no ouvido e na mente humanos. O Apito é objeto que estrutura a personalidade do medo a ser imposto na sociedade como forma de controle social.

O Apito, seja na boca do mestre de bateria ou na do guarda, pressupõe a obediência cega a uma disciplina ditatorialmente imposta como requisito para o ator ingressar ou manter-se em determinada comunidade, seja na agremiação ou no seleto lote de veículos financiados longevamente.

A imagem construída pela concepção do medo nega qualquer possibilidade de romper com as estruturas de reprodução de uma atividade consciencial. A estridência do Apito causa uma angústia em relação ao desconhecido, pois o ator submete-se compulsivamente a tal ordem não porque eventualmente tenha errado, mas para descobrir onde possivelmente errou.

Pode-se concluir que o Apito, constitui-se numa forma de dominação legítima na linguagem weberiana, de caráter racional, pois que baseada na crença na legitimidade das ordens estatuídas e do direito de mando daqueles que, em virtude dessas ordens, estão nomeados para exercer a dominação tida como legal.

Weber continua sustentando que no caso da dominação baseada em estatutos, obedece-se à ordem impessoal, objetiva a legalmente estatuída e aos superiores por ela determinados, em virtude legalidade forma de suas disposições e dentro do âmbito de vigência destas.

Aquele que apita está inestimavelmente contaminado pela nódoa cratológica, sem perceber que dela é mero escravo, nefasto instrumento.

O instrumento-base desta discussão serviu-se para denunciar a violência familiar, a quebra da privacidade do Posto 9 em Ipanema, como protesto de servidores e até nos irritantes aniversários infantis era usado como forma de auto-afirmação da criançada.

O som do Apito pode originar-se da boca do agente ou da litorina que anunciava a partida para a felicidade ou para a solução final nos campos de concentração de Sobibor, Treblinka ou Auschwitz.

Os recentes episódios envolvendo agentes da ferrovia no Rio de Janeiro nada revelam, a considerar que as testemunhas-repórteres pouco conhecem sobre a Doutrina do Apito e do Porrete, perpetradas pela temida Polícia Ferroviária Federal durante os Anos de Chumbo.

Os estertores da ditadura jamais poderão negar as supostas salas de detenção nas estações de Deodoro, Engenho de Dentro e os porões da Gare da Central do Brasil, que hoje abriga a Secretaria de Estado de Segurança Pública. A política do Apito e do Porrete era corriqueira nos tempos da Revolução “ditabranda” (sic).

No entanto, nem as Autoridades, nem a Academia, nem os repórteres jamais se dignaram a viajar no “faet” ou a embarcar no “bacurau”, muito menos enfrentar a quase diária avaria das composições do 30 (Nova Iguaçu X Central) e do 33 (Japeri X Central), salvo no anual e festivo “Trem do Samba”, pois que certo testemunhariam cenas de estupro, assaltos, torturas e variadas agressões aos trabalhadores, que já embarcavam cansados pela viagem do dia anterior. A visão, ainda que horrenda, era cotidiana para os usuários do transporte ferroviário de massa.

A privatização da RFFSA apenas transferiu para o setor privado (Supervia) o ranço da cultura escravocrata construída pela Polícia Ferroviária Federal, que, com seus Apitos e porretes, “prendiam e arrebentavam” os “trabalhadores do Brasil”, “brasileiros e brasileiras”, todos “descamisados” de uma justa redenção social.

Jean Delumeau1 considerou a dicotomia entre o medo e a angústia, tomando-os por dois pólos em torno dos quais gravitam palavras e fatos psíquicos ao mesmo tempo semelhantes e diferentes. O temor, o espanto, o pavor ou o terror devem ser considerados medo; já os sentimentos de inquietação, ansiedade e melancolia devem ser definidos como angústia. A diferença está no fato de que o medo possui um objeto determinado, ao qual se pode fazer frente, pois se refere a algo conhecido, enquanto a angústia não possui nem conhece esse objeto, sendo vivida como uma espera dolorosa diante de um perigo tanto mais temível quanto menos claramente identificado: é um sentimento global de insegurança.

O Tecido social está superficialmente amalgamado pelo verniz cultural patrocinado por forças do Sistema, (disfarçando a fragmentação), que concede ao povo “pão e vinho”, personificado nas políticas compensatórias e nas ações afirmativas de caráter intervencionista, proporcionando um leve torpor na sociedade brasileira.

A crise civilizatória por que passa o Brasil traz em seu bojo a certeza da pré-insolvência das instituições estatais. O Estado Brasileiro, desde tempos idos, abraçou a escolha economicista das razões dos pilares da sociedade. Compreender o sistema educacional sob o prisma atual leva à certeza de que pouco adianta construir escolas, quando o recurso humano é deficitário.
A crise moral incrustada na sociedade brasileira aponta para a desordem e para a violência urbanas como na concepção hobbesiana aflorada, mostrando o espelho do estado de barbárie, onde o individualismo selvagem colocará todos contra todos num crescente processo de autofagia social, que se avizinha com o chegar dos tempos.
A insegurança é símbolo de morte, e a segurança é símbolo da vida. Os trabalhadores do Brasil vivem sob o signo da insegurança no gueto da desesperança, à beira de uma convulsão social de dimensões inimagináveis, onde usarão como armas a angústia e o medo, para desmantelar a farsa democrática em que está instalado o Estado Brasileiro.
O desaguar da barbárie urbana é fato, prestes a sangrar o Estado Brasileiro.
O resgate da dívida social pelo Estado Brasileiro passa por um amplo pacto social, com o comprometimento com as reformas política, tributária, trabalhista, penal e do Judiciário, e a reestruturação da matriz social. Fazer um Brasil com leis reais para questões sociais.
O Brasil precisa ser passado a limpo através de uma Revolução Social. Os usuários trabalhadores do Brasil são, na verdade, perseguidos sociais, que merecerão, num futuro próximo, a “anistia ampla, geral e irrestrita”.
1DELUMEAU, Jean. História do medo no ocidente, Companhia das Letras, São Paulo, 1996, p. 25.

Blog de SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

ORGANIZAÇÃO DE EVENTO - Fundação Konrad Adenauer

Senhor Presidente,

Acuso o recebimento da mensagem.
Estou remetendo cópia desta para o portal, para que não pairem dúvidas quanto a titularidade do evento.
publique-se da forma remetida.
Att.
Prof; Sebastião


2009/9/29


Prezado Professor Sebastião Fernandes Sardinha, bom dia.

Gostaria de agradecer o interesse pelas nossas atividades na área de Política Internacional, mais especificamente em relação a VI Conferência Internacional do Forte de Copacabana, a ser realizada nos dias 12 e 13 de nov… Continuar

Postado em 29 setembro 2009 às 15:21 ‚Äî

SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior

II Conferência das Comunidades Brasileiras no Exterior

14, 15, 16 de outubro - Palácio Itamaraty - Rio de Janeiro
Palácio Itamaraty, Av. Marechal Floriano, 196 – Centro
Rio de Janeiro, RJ.

Ficha de inscrição
Programa


Contato e dúvidas: brasileirosnomundo@mre.gov.br

PROGRAMA

14 de outubro, quarta-feira

(Reuniões preparatórias entre convidados oficiais)



15 de outubro, quinta-feira

9h00 - Abertura oficial, com a presença de autoridades;
Apresentação da SGEB sobre políticas e realizações… Continuar

Postado em 29 setembro 2009 às 10:10 ‚Äî

SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

A CELA DE AULAS -o território fora do lugar

A CELA DE AULAS
O território fora do lugar

“A escola tem de ser boa. Criança não é masoquista de ficar numa escola ruim. Escola tem de ser bonita bem equipada e com professores competentes”
Cristovam Buarque- educador.


A “sala” de aulas é uma variação bizarra da cela eclesiástica presente nos conventos e seminários ao longo da história.
A “sala” é ergonomicamente construída para oprimir, vexaminar o educando e reafirmar o poder opressório do sistema, na figura do professor, consolidando seu s… Continuar

Postado em 21 setembro 2009 às 16:47 ‚Äî

SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

VII SIMPOED - simpósio de formação e profissão docente

Solicitamos que encaminhem este e-mail para suas redes de relacionamento. As inscrições de trabalhos poderão ser realizadas até o dia 31/08/2009 por meio de resumo expandido. Não é necessário o envio de trabalho completo.


VII SIMPOED
(Simpósio de Formação e Profissão Docente)

O que é qualidade em educação?

22 e 23 de outubro de 2009

Local:UFOP/ICHS/Campus Mariana

Inscrição de Trabalhos: até 31/08/2009

www.simpoed.ufop.br



Eixos temáticos para inscrições de trabalhos

1- Políticas e Prát… Continuar

Postado em 25 agosto 2009 às 9:55 ‚Äî

SEBASTIÃO FERNANDES SARDINHA

O PORTEIRO DO CABARET FRANCÊS - Uma leitura sobre a conformação política do Estado Nacional brasileiro

O PORTEIRO DO CABARET FRANCÊS
Uma leitura sobre a conformação política do Estado Nacional brasileiro

As concepções do mundo não podem deixar de ser elaboradas por espíritos eminentes, mas a realidade é expressa pelos humildes, pelos simples de coração.
Antonio Gramsci
Ensaios de Ciência Política

A singular formação do Estado Brasileiro, desde suas origens mais remotas, fundada nas raízes do Império Português, vem sido tratada por uma ampla parcela da teoria política nacional como resultado de… Continuar

Postado em 10 agosto 2009 às 15:08 ‚Äî

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Às 21:29 em 7 outubro 2009, Arlete Falkowski disse...
Olá Sebastião F. Sardinha,
Eu não irei ao evento e nenhuma da Equipe poderá estar indo. Estamos implementando o Núcleo de New York.
SE EU PRECISAR QUE ALGUÉM APRESENTE O PROJETO, VOCÊ, COMO UM EDUCACIONISTA, APRESENTARIA?
Estou aguardando resposta do gabinet do senador. Nos comunicaremos.
Eu gostaria que você pudesse procurar a nossa Equipe de educacionistas de outros estados daqui que esaao indo. Acesse a página da Valeria Sasser, pois ela estará lá e já é uma educacionista na Califórnia.
Me envie um e-mail para portuguese.classes@hotmail.com e passarei a você o projeto e o vídeo.
Um abraço.
Educacionista Arlete Falkowski Worcester,MA USA
Divulgadora do Movimento Educacionista nos Estados Unidos.
Às 23:11 em 2 outubro 2009, Arlete Falkowski disse...
Olá educacionista do RIO,
Parabéns pelo trabalho que o Rio elaborou, pois conquistou a aprovação das Olimpíadas de 2016.
Eu morei no Rio e sei o quanto ela é bela e acolhedora.
Congratulations!!!
Educacionista Arlete Falkowski Worcester,MA USA
Às 16:41 em 29 setembro 2009, Jonas Banhos disse...
Olá Sebastião, obrigado pelas boas vindas. Também conheço Dr. Rommel. Trabalhei no TRE-AP de 1994 a 1996 e ele era juiz eleitoral, talvez ele não lembre mais de mim, por certo, muito tempo já...
O Amapá é lindo mesmo, pena que é muito maltratado pelas "figurinhas" de plantão, que não dão a menor bola para a educação, cultura e turismo. Só dão valor por aquilo que degrada a natureza e a alma das pessoas: mineração, madereiras, agronegócio...
Um dia isso muda, não tenho dúvida.
E eu e mais alguns amig@s, estamos fazendo a nossa parte para mudar essa história, estamos fazendo nossa pequena revolução social pela educação e cultura.
Quando quiser, apareça por aqui e venha viajar pela floresta amazônica conosco, afinal a Amazônia é a NossaCasa.
abção,

Jonas Banhos
Às 17:57 em 28 setembro 2009, Arlete Falkowski disse...
Olá Sebastião Fernandes Sardinha,
Estou acompanhando, na medida do possível, os projetos e as conquistas dos Núcleos Educacionistas de várias partes do Brasil.
Parabéns e obrigada pela sua participação ativa em prol do bem comum.
Gostaria de saber se vocë participará da II Conferëncia das Comunidades Brasileiras no Exterior, que será no RJ, no Itamaraty, nos dias 14, 15 e 16 de outubro. O nosso Núcleo Educacionista USA estará apresentando um projeto chamado Núcleo Cultural Cooperativista - De Pai para Filho, para que todos saibam da importäncia de preservarmos a nossa língua e a nossa cultura, pois as crianças, filhas de brasileiros, e que são nascidas aqui, acabam não tendo acesso ao ensino de portuguës. Muito sério, pois quando retornam, ou mesmo ficando por aqui, esquecem de sua origem, de sua cultura. Os pais estão sendo conscientizados e estão apoiando o nosso projeto.
Caro amigo, temos sérios problemas que temos que nos preocupar urgentemente neste mundo, porém a coluna de tudo é com certeza a Educação. O pessoal custa a acordar....
Se tiver oportunidade, por favor, acesse o nosso Núcleo Educacionista USA e nos ajude com sua experiëncia.
Um abraço.
Educacionista Arlete Falkowski Worcester,MA USA
Às 14:35 em 21 julho 2009, marcia valeria martins bezerra disse...
Querido,

Continue divulgando a importância da Educação, mas compartilhe também o seu jeito de ser, as suas certezas, incertezas, verdades, dúvidas.
Gostei muito tê-lo conhecido.
Parabéns! Estou contigo nesta luta.
Beijos
Às 15:11 em 11 julho 2009, ERIKA SARDINHA GONÇALVES disse...
Fiquei muito feliz em saber que o senhor vai no meu aniversario.
beijos tio
tambem te amo muito.
Às 17:34 em 7 julho 2009, Maristela disse...
Olá Sebastião,
qual a sua idéia quanto a doar livros?
Às 8:08 em 1 julho 2009, André Luis de C Gomes disse...
Fala Professor, aqui no quartel estamos tentando montar um grupo de estudo, visando alguns concursos Públicos, inclusive tem um colega, Sgt Melchiades, que está faendo pós-graduação em direito Público e em direito Militar, quando comentei que o senhor apresentava palestras na ECEME(Escola de Comando do Estado Maior do Exército), ficou muito interessado em mater contato com o Sr para troca de idéias e conhecimentos, se o Sr autorizar, eu passarei seu e-mail para ele. O e-amil dele é wmelch@hotmail.com.
Às 8:36 em 12 junho 2009, Sandra Mattos disse...
Está sendo um prazer! Compartilhar com educadores e educandos é sempre um aprendizado. Como vão as coisas, e o CEBELA como ficou?? Mande notícias. Bjs
Às 10:21 em 1 junho 2009, ROBERTO DE MIRANDA PINTO disse...
Lerei, com certeza!
Abraços.
 
 
 

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